Resumo: AES criptografa de verdade, Base64 apenas recodifica, e César/ROT13 são cifras didáticas sem segurança real. Saber qual é qual evita chamar de "criptografado" um texto apenas codificado, ou confiar numa cifra que uma planilha pode quebrar em segundos. Combine este guia com Base64 Encoder, AI Hidden Characters, Character Counter e Text Difference.
Essas quatro ferramentas costumam ser agrupadas sob "criptografia de texto", mas só uma protege algo de verdade. Text Encryption no CharCount usa AES-GCM para confidencialidade real, além de Base64, César e ROT13 para os casos de codificação e curiosidade que as pessoas também buscam. Confundir essas ferramentas tem consequências reais: uma chave de API codificada em Base64 e enviada a um repositório público não está protegida, só está mais difícil de ler à primeira vista.
Referências: NIST FIPS 197 define o padrão AES, a Web Crypto API o executa no navegador, RFC 4648 define o Base64, e o guia da OWASP sobre armazenamento criptográfico explica o que "criptografado" deveria realmente significar.
AES: o que realmente criptografa
AES (Advanced Encryption Standard) é uma cifra simétrica de blocos: a mesma chave tranca e destranca o texto, em blocos de 128 bits, com uma chave de 128, 192 ou 256 bits. Foi selecionado pelo NIST em 2001 após uma competição pública (o algoritmo base é o Rijndael) e hoje é a cifra padrão por trás do HTTPS, da criptografia de disco e dos gerenciadores de senhas.
O Text Encryption do CharCount usa AES-GCM, um modo autenticado: não apenas esconde o texto, também detecta se o texto cifrado foi adulterado. Sem a chave correta, a saída é indistinguível de bytes aleatórios — não há atalho, análise de frequência ou força bruta viável em uma vida humana para uma chave de 256 bits.
Base64: codificação, não criptografia
Base64 converte bytes arbitrários em um alfabeto de 64 caracteres (A–Z, a–z, 0–9, + e /, com preenchimento =) para que dados binários sobrevivam a sistemas feitos para texto, como e-mail ou JSON. É totalmente reversível por qualquer pessoa, sem chave alguma — decodificá-lo é uma tabela de consulta, não um segredo.
O erro é chamar isso de "criptografia": uma string Base64 parece embaralhada, mas atob() em qualquer console de navegador a decodifica instantaneamente. Use Base64 para incorporar imagens em CSS, passar dados binários em URLs, ou transportar texto com segurança por sistemas que alteram caracteres especiais — nunca para esconder algo de quem abre as ferramentas de desenvolvedor.
César e ROT13: cifras para aprender, não para confiar
A cifra de César desloca cada letra em uma quantidade fixa no alfabeto — a versão historicamente atribuída a Júlio César (segundo Suetônio) usava um deslocamento de 3. Com apenas 25 deslocamentos possíveis, pode ser quebrada manualmente em minutos, ou instantaneamente com análise de frequência de letras.
ROT13 é uma cifra de César fixada em um deslocamento de 13 — exatamente metade do alfabeto de 26 letras, o que a torna autoinversa: aplicar ROT13 duas vezes devolve o texto original. Essa propriedade a tornou popular na Usenet e em fóruns antigos para esconder spoilers ou punchlines de leitores casuais, não de quem realmente queria lê-los. Nenhuma das duas cifras deveria proteger algo com que você realmente se importa.
Escolhendo a opção certa
- Proteger uma senha, rascunho ou nota privada → AES (Text Encryption, modo AES-GCM).
- Incorporar dados binários em sistemas somente texto (URLs, JSON, CSS) → Base64.
- Esconder um spoiler ou ensinar cifras de substituição → César ou ROT13, nada sensível.
- Não tem certeza? Se perder o conteúdo para um leitor curioso seria um problema, você precisa de AES — não das outras duas.
Um fluxo de trabalho que evita o erro comum
Cole o texto em Text Encryption, escolha AES-GCM para qualquer coisa privada, e guarde a chave separada do texto cifrado — o AES é projetado para não ser reversível sem ela. Para Base64, sempre verifique a decodificação antes de enviá-la a qualquer lugar, já que é feita para ser lida por máquinas, não para desaparecer.
Para qualidade de busca e publicação, confira também Base64 Encoder e AI Hidden Characters quando a limpeza de texto se sobrepõe a conteúdo oculto ou enganoso, e Text Difference para confirmar que um resultado decifrado ou decodificado corresponde ao esperado.